NO PRINCÍPIO CRIOU DEUS OS CÉUS E A TERRA E TUDO O QUE NELE HÁ.

Wednesday, December 10, 2014

O PREÇO DA GANÂNCIA -- CAPÍTULO -- 03


Capítulo -- 03

Mais tarde na delegacia.

 ‘Juiz’ Caliu (ou Coronel) -- (Com toda amabilidade possível; isto fazia parte de seus planos)... Entra Senhor Zeca, fique a vontade, aceita um licorzinho?

Senhor Zeca - Obrigado, eu só bebo água, café ou leite, e de vez enquanto um refresquinho de pitanga, mas diga lá porque me chamou aqui; que eu saiba acho que não devo nada a justiça.

Coronel Caliu - Calma homem, te chamei para falarmos de negócios, estou querendo comprar a sua fazenda, quero que determine o preço, pra gente começar a se entrosar na negociação.

Senhor Zeca - Posso saber quem falou pro senhor que minha fazenda esteja à venda?
Acho que o senhor não ouviu isto de ninguém, pois nunca passou pela minha cabeça em vendê-la.
Lutei muito pra chegar ao ponto em que cheguei, e agora que já não devo mais nada a ninguém, é que não interesso vender mesmo!...

Coronel - O senhor tem certeza que não deve nada a ninguém mesmo? Pois não é o que consta em meus relatórios, e pelo visto não é pouco.
Quanto de imposto o senhor já pagou destas terras? (Quando disse isto o senhor Zeca amarelou-se todo)

Senhor Zeca - Bem!... Eu!...

Coronel - Nada, não é senhor Zeca, pois é, quando não se paga os impostos as dividas se acumulam a cada ano.
E é por isto que fiz a proposta de comprá-la, pois se o senhor não quiser vender, vai acabar perdendo-a para o governo

Senhor Zeca - Mas porque o senhor está tão interessado em comprar uma fazenda que está enrolada com impostos atrasados, assim quem vai ficar no prejuízo é o senhor.

Coronel - Não se preocupe comigo, que eu me arrumo, agora, se o senhor quiser posso quitar estes impostos pro senhor, e depois o senhor me paga com café ou com cana de açúcar na época da safra.

Senhor Zeca - O senhor tem como resolver isto pra mim?

Coronel - É claro, amigo é pra estas horas. (Tira da gaveta da escrivaninha algumas folhas de papeis e pede para o senhor Zeca assiná-las, suas intenções não eram nada boas)

Senhor Zeca - (com sua simplicidade, e por confiar nas pessoas; acabou assinando tudo que o coronel mandou e se deu muito mal)... Quanto tempo o senhor acha que poderá gastar para resolver este problema?..

Coronel - Você já pode considerar resolvido, porque agora o resto é comigo, você me pagando na data marcada, não vejo problema nenhum. (já falando com certa maldade)


Senhor Zeca - Então deixe eu ir pra casa. Pois lá temos muito que fazer, principalmente agora depois deste compromisso que eu não estava contando com ele.

                                                                ----------- EJO -------- Continua

                         

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